Dino Determina Que PF Investigue Ligação Entre Grupo Do Banco Master E Cemitérios Em SP, Mas Exclui Mendonça
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou nesta quinta-feira (17/09/2026) que a Polícia Federal (PF) instaure um inquérito para investigar a relação entre o grupo empresarial do ex-banqueiro Daniel Vorcaro — antigo controlador do Banco Master — e concessionárias responsáveis pela administração de cemitérios públicos na cidade de São Paulo.
A decisão do magistrado atende a pedidos formulados após a identificação de repasses financeiros originados em empresas situadas em paraísos fiscais, especificamente nas Ilhas Cayman. Conforme as apurações, recursos geridos pela Master Holding teriam sido canalizados para fundos de investimento que detêm participação societária em concessionárias de serviços funerários paulistanos, incluindo o Grupo Maya e a Cortel.
Na mesma ordem judicial, Flávio Dino determinou que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) auditore a relação dos fundos envolvidos no esquema e solicitou esclarecimentos à Prefeitura de São Paulo sobre os contratos de concessão.
Contudo, a decisão de Dino impôs limites estritos quanto ao escopo do procedimento investigativo.

O ministro vedou expressamente que a Polícia Federal realize qualquer ato de apuração relacionado ao relator do processo do Banco Master, ministro André Mendonça. Segundo o entendimento fixado no despacho, eventuais apurações ou análises que possam envolver a conduta de integrantes da Suprema Corte competem exclusivamente à Presidência do STF e ao conjunto do plenário, não cabendo à Polícia Federal conduzir tais checagens de ofício.
A determinação ocorre em meio ao acirramento das divergências internas no STF sobre o desdobramento do “Caso Master” e a gestão dos relatórios produzidos na Operação Compliance Zero. Em nota oficial, a São Paulo Parcerias (SP Regula) informou que as transações financeiras privadas das concessionárias não descumprem, por si sós, os termos operacionais e que a fiscalização das concessões segue de forma regular.
Fonte: UOL / Jovem Pan / G1



